Fotos por Julio Cesar

domingo, 18 de dezembro de 2011

Nosso OBELISCO

NÃO ESQUEÇAMOS NOSSOS HERÓIS

Já vão meses desde minha última postagem aqui no Íris e antes de qualquer coisa quero firmar aqui minhas desculpas a todos que aqui me seguem e aos que acompanham de forma anônima este 'olhar', ainda que comedido, para a beleza de nossas cidades e do nosso país.
Não me delongarei em justificativas, pois, como diz o provérbio árabe: 'nunca se justifique, porque os inimigos não acreditarão e para os amigos não é preciso'.



Domingo. Dia de ir ao parque. Para eu, que vivo em uma cidade que não é banhada por oceano (em verdade, costuma ser banhada, e muito... pelas chuvas), o Parque 'é praia'.
Dizem as más linguas dos Estados 'oceanados' que a praia do paulista é o shopping. Que injúria!!! (sic). Bom, aqueles que permanecem imunes ao vírus da compra compusiva estão sempre prontos a corresponder a um final de semana em que o Sol raia-se do firmamento para permanecer no alto do Céu por todo o dia, até o recolhimento, com majestade e beleza.

São Paulo, como qualquer outra metrôpole-capital, vive em ritmo acelerado...



Habituados a clausura da semana de trabalho, essa 'fuga para fora' tem como força mobilizadora a sedução da liberdade. O desgaste diário promovido pela toxidade da poluição suspensa provoca esse anseio pelo 'ar livre', em que de fato é saudável e recomendável.
Mas, isso acaba por desviar o olhar dos inúmeros monumentos e estátuas prumados nas diversaspraças da cidade.

Num domingo desses, ciceroneando minha amada em visita 'a minha cidade', fomos ao Parque do Ibirapuera, em que, entre outros, pretendia apresentar-lhe um monumento à nossa história, ali erguido.



O monumento, conhecido como Obelisco do Ibirapuera tem em seu subterrâneo uma cripta. Um mausoléu que contém gravado em suas paredes nomes daqueles que bravamente defenderam com a vida, em combate, pelo movimento consitucionalista, em que repousam também os restos mortais de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, nomes dos estudantes perfazem a Sigla "MMDC" que iconiza a memória do movimento revolucionalista datado de maio de 1932. (para saber mais visite este endereço do Winkipédia clicando no link MMDC sublinhado).



Para minha surpresa, e frustração de minha amada, as portas estavam fechadas, com um aspecto generalizado de abandono, constatado no aspecto da fachada (como pode ser observado). Quinquilharias alocadas de forma inóspita no corredor principal. Lastimável, fosse em qualquer monumento, público, e muito menos admissível em peça que alude a democracia e o Estado Livre. Sem dúvida não foi por uma liberdade com descaso que esses heróicos combatentes expuseram-se ao abate.



O Obelisco se erque em meio a verde vegetação do Parque, sendo ainda margeado por importantes avenidas da cidade que fazem a conexão da zona sul com o centro e zona leste.



Na bonita imagem aérea constata-se á beleza que já é vista do solo.



Que fiquem com vocês as palavras ali gravadas na entrada'Viveram pouco para morrer bem,Morreram jovens para viver sempre'

2 comentários:

  1. A cidade que me intimida e seduz. Linda e grandiosa como esse obelisco.
    Nosso domingo foi maravilhoso. Meus olhos eram de criança.

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  2. Parabens pela estrutura e conteudo de seu blog, Forte abraço Renato Artesanato em MDF

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